O maior e o mais legal

Este é o maior restaurante do mundo, O Damascus Gate, na Síria, tem capacidade para 6.014 clientes, tem 54 mil m2 e 2,5 mil m2 de cozinha. Objetivo: faturar o máximo.

Deve ser terrivel comer lá.

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E este é o mais legal, o Same Café, em Denver, Colorado. Um café restaurante feito por jovens, com comida orgânica e receitas balanceadas, sem exageros veggs, e você entra, come e simplesmente não precisa pagar nada. Paga o que quiser, como doação para que mais gente possa comer bem. E ponto. Legal não? Objetivo: “todos tem o direito de comer saudável”. 

Aqui no site deles tem todas as infos.

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Fronteira nos Balcãs passa no meio do restaurante

Quando ouvimos a palavra Balcãs pensamos imediatamente em guerras e confusão, assim nos ensinou a história até a década passada. Há muita confusão por lá sim, mas na verdade hoje a região está bem calma e resistindo até que bravamente aos seus anseios de domínios étnicos culturais sobre vizinhos, pois até mesmo a recente separação do Kosovo não gerou lutas armadas.

Mas há um lugar por lá que resiste firme e forte a todas as bélicas investidas históricas, um restaurante de 180 anos de idade que fica exatamente na fronteira da Eslovênia com a Croácia. Até aí tudo bem, se não fosse o fato que ele fica literalmente sobre a fronteira.

Você come nas mesas na Eslovênia, cruza o salão para ir ao banheiro na Croácia, paga suas contas no caixa croata e se quiser jogar um bilhar tem que voltar à Eslovênia. Uma linha amarela cruza o salão demarcando a divisa dos países, e que hoje é também nada mais nada menos que a fronteira oficial da União Européia. Ou seja, você entra e sai da UE só prá ir fazer um xixi no banheiro.

23croatia.large2É o restaurante Kalin, que fica na divisa das cidades de Obrezje na Eslovênia e Bregana na Croácia, e que durante a existência da Iugoslávia sua fronteira interna deixou de ser uma divisão de países, mas que agora é fronteira da UE até que a Croácia seja aceita como membro do bloco, o que pode ocorrer em breve.

A Eslovênia e a Croácia nunca tiveram uma guerra entre elas, mas a rivalidade existe, e é forte. E a diferença cultural é estrutural, com origens diferentes. No ano passado eu fiz uma viagem de carro por lá e ao sair do Vêneto italiano para a Eslovênia nada mudou muito nem na paisagem, nem na estrada e nem na sensação de país desenvolvido. Se não fosse pela arquitetura das igrejas eslovenas que se vê pela estrada, nitidamente eslava em contraposição à romana, não se perceberia a mudança de país. Mas já ao cruzar da Eslovênia para a Croácia eu passei a ter certeza que estava agora sim entrando nos Balcãs, a mudança aí é marcante, e percebe-se claramente também a diferença que faz pertencer ou não à UE. E é também aí que reside grande parte da rivalidade atual dos dois países, pois a Eslovênia vem se opondo à entrada da Croácia no bloco por uma disputa de acesso à baía de Pirano. Enfim, esta é uma longa história que eu não conheço muito bem mas que você pode ler um pouco mais em uma matéria publicada sobre este assunto aqui no UOL.

A proprietária do restaurante é Sasha Kalin, e por sorte dos frequentadores ela é filha de pai esloveno e mãe croata, o que acho que deve garantir uma cozinha equilibrada entre as especialidades dos dois países, evitando também uma guerra culinária.

Do lado de fora do restaurante ficam os guardas da fronteira Croata, que não comem no Kalin porque não querem por os pés na Eslovênia. Do outro lado os guardas eslovenos fazem o mesmo. Já os clientes circulam à vontade dentro do restaurante, mas ao sair pela porta…  infelizmente uns têm que ir sempre à esquerda, enquanto os outros, sempre à direita.

Vista do restaurante Kalin

Vista do restaurante Kalin

Mais sobre este assunto você lê no NYT aqui e aqui, de onde tirei o post.

Dia das Mães e falta de estatísticas

Bem rápido, você sabia que o dia das mães é o dia do ano de maior faturamento nos restaurantes? Algumas datas sempre lotam os restaurantes, como ceia de ano novo e Páscoa, mas no segundo domingo de maio o giro das mesas é maior.

Agora, você sabia que não existem estatísticas quanto a isto? Pois é, neste país, dados e estatísticas é algo que não preocupa a ninguém, ninguém usa e ninguém planeja. Infelizmente.

Só sei disto porque conheço alguns donos de restaurantes e todos me dizem isto, mas ninguém conta os números gerais do setor. Tá aí uma lacuna enorme para ser preenchida pelas associações, sindicatos e institutos estatísticos. 

É isso aí! Bom dia das mães no país sem números!

Dica rápida: + 1 app de receita para iPhone…

…mas ainda nenhum em português. Este foi desenvolvido pelo Epicurious, um site-blog muito interessante que eu sigo de vez em quando. Pode ser baixado de graça na iTunes Store. Dá prá criar receitas, pesquisar receitas, fazer lista de compras, etc etc, e prá seguir como cookbook na cozinha tb. Neste link diz tudo sobre ele. Mas… é em inglês.

appsepicurious

Crime da indústria: quem vende isto deveria ser preso!

Frango inteiro enlatado. Achei aqui. Vejam muito rápido (não olhem muito não), é a comida mais nojenta do universo. Quem vende isto deveria ser preso! Olhem só até onde vai a indústria alimentícia irresponsável nos dias de hoje, não é possível imaginar que alguém vende isto, e o pior, que alguém compra e come isto. E reparem que tem uma criança na foto esperando alguém acabar de fazer a ‘papinha’ prá ela!! No dia que algo assim chegar aos supermercados do Brasil espero que nós dos blogs possamos montar um ataque maciço e eficiente contra estas distorções da pós-modernidade alimentícia… Nheeeeeeeeeccccaaaaaaa…

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Meryl Streep interpreta Julia Child no cinema

Será lançado no próximo mês de agosto nos EUA o filme “Julie and Julia“, escrito e dirigido por Nora Ephron e com Meryl Streep no papel de Julia Child, a mais famosa apresentadora de culinária da TV americana dos anos 60, 70 e 80, que teve uma história interessante digna de cinema, escreveu vários livros, e que depois de sua morte descobriu-se que antes de cozinheira na TV ela tinha sido também espiã americana no pós-guerra (sobre Julia Child leia um pouco mais no meu post “Celebrities chefs – Who wants to be a millionaire?“).

Julia Child e Meryl Streep

Julia Child e Meryl Streep

O filme é uma história adaptada do cruzamento de dois livros: My Life in France, que é a autobiografia de Julia Child publicada após sua morte em 2004, e o livro homônimo Julie & Julia, escrito em 2005 por Julie Powell, uma ex-secretária americana que aos 30 anos de idade se sentia perdida e resolveu que queria mudar de vida (como ocorreu com Julia Child antes de se tornar apresentadora de TV).

Para isto em 2002 Julie bolou um projeto, decidiu que em 365 dias encararia em sua pequena cozinha as 524 receitas do livro de Child Mastering the Art of French Cooking (um best seller nos EUA publicado em dois volumes – 1961 e 1970 – e que introduziu na classe média americana à noção de que cozinhar bem era algo que deveria ser seguido, e seguido pelas técnicas básicas francesas).

Enquanto se aventurava preparando cada uma das receitas do livro de Julia Child, Julie Powell escrevia um blog, que 2 anos e meio mais tarde viraria seu livro, contando suas desventuras pela sua cozinha apertada. No fundo a cozinha apertada poderia ser também a sua vida. E esta possibilidade de virada na vida seguindo aquilo que mais se sabe e deseja fazer, é do que trata o filme. No trailer que você vê abaixo Julia Child se questiona “Eu não deveria encontrar alguma coisa para fazer?”, seu amigo lhe pergunta: “E o que é que você realmente gosta de fazer?”, e ela “Comer!”.

Por gostar de comer Child teve uma idéia e se tornou a cozinheira número 1 da América por vários anos, e por seguir suas receitas Powell teve uma idéia, escreveu um blog e vendeu milhares de livros pelo mundo afora. E agora tudo isto chega às telas de cinema. Claro que vou assistir.