A culinária como arma de guerra!

Sim, isto mesmo, e o diretor eslovaco Peter Kerekes foi atrás exatamente das histórias das cozinhas estratégicas de diversas guerras, desde a segunda mundial, passando pela Tchetchenia e a guerra dos Balcãs, baseando sua história em 11 receitas que alimentaram milhares de soldados, além de, principalmente, elevar a sua moral através de pratos do orgulho nacional.

Daí saiu o filme Cooking History, que foi lançado no Festival de Cinema de Sarajevo, neste mês.  O tom irreverente do filme mostra as diferenças entre russos, alemães, franceses, croatas, sérvios e demais europeus que se envolveram nas guerras retratadas, suas diferentes visões sobre o papel das suas comidas na guerra, e diversos deliciosos recheios com as histórias dos cozinheiros do front.

Esta foi uma dica de minha antenada amiga autora do blog Popkitchen.

Além dos moedores de carne e das rosadas faces dos eslavos festivos até na guerra, dá uma olhada na história da cozinha que explodiu em goulash no trailer abaixo… é hilária:)…

…e é a cozinha como você nunca viu!

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SURPRESA DE SHANGHAI

 

 Foi folheando uma daquelas revistas de dicas para turistas, distribuídas nos hotéis, que  descobri o DA MARCO.

 Realmente uma (boa) surpresa encontrar em  Shanghai um restaurante tão especial    quanto aquele. A comida muito boa, o preço SUPER razoável, mas o que mais me  encantou lá foi como ele reproduz uma atmosfera italiana no meio  da… CHINA! Um  cantinho “familiar” para os ocidentais com saudade de casa.

 Local charmoso, um tanto barulhento mas, muito aconchegante – assim como na Itália  :). Some a isso um bem-humorado chef de cozinha, Marco… e está pronta a receita de  sucesso deste simpático restô!

 Como sugestão: carpaccio de atum de entrada, qualquer prato com frutos do mar e de  sobremesa… pannacota!

 Buon appetito!

E esse tal de Beaujolais…

 

Ha exatos 7 dias, um conjunto de cidadezinhas que ficam a 1 hora e 28 minutos daqui foi foco da França e do mundo. Ta, não vamos exagerar também… da França e de “alguns” do mundo. Alias, de quase ninguém na verdade. Quem conhece Villefranche sur Saône ? E Le Bois d’Oingt ? E Beaujeu ? Pays Beaujolais…..? Melhorou…?

 

Toda terceira quinta-feira de novembro é marcada pela Festa do Vinho na França. Cada cidade comemora, a sua maneira, a chegada do Beaujolais Nouveau. Aqui, em Grenoble, a comemoração é fraquinha. Mas, ainda assim, uma comemoração. Resumindo: é mais uma desculpa pra juntar os amigos em torno de uma mesa de bar mas, ao invés de pedir a cerveja rotineira (no caso dos brasileiros), pede-se uma garrafa da nova safra do Beaujolais Nouveau, que começa a ser comercializada também nesta data.

 

Safra 2008 do Beaujolais Nouveau

Safra 2008 do Beaujolais Nouveau

 

Importante dizer que “o” Beaujolais, na verdade, são 12. Apesar do Nouveau ser o mais conhecido e responsavel pela maioria das exportações. As 12 apelações são divididas nos 3 grupos seguintes :

Beaujolais : de onde vem uma parte, o Nouveau, que é comercializada a partir de novembro.

Beaujolais Villages : divididos em 38 regiões, representam 25% da produção total do vinhedo Beaujolais. Uma parte também é comercializada à ocasião da Festa do Vinho, com o nome « Beaujolais Villages Noveau ».

Crus du Beaujolais : são as outras 10 apelações : Brouilly, Chénas, Chiroubles, Côte-de-Brouilly, Fleurie, Juliénas, Morgon, Moulin à Vent, Régnié e Saint Amour.

 

 

A vinificação é feita com uvas inteiras (particularidade do Beaujolais)

A vinificação é feita com uvas inteiras (particularidade do Beaujolais)

Ha os que dizem que a festa do Beaujolais é puramente comercial. E é claro que é. O Japão, maior comprador internacional do vinho, por exemplo, garante metade das vendas. A Alemanha fica em segundo. E os Estados Unidos não ficam longe. Nas prateleiras brasileiras também encontramos o Beaujolais.

 

Comemoração da chegada do Beaujolais Nouveau no Japão em 2007

Comemoração da chegada do Beaujolais Nouveau no Japão em 2007

Bares de Grenoble enfeitados para a festa do vinho. Na foto, o mais antigo bar de Grenoble, La Table Ronde.

Bares de Grenoble enfeitados para a festa do vinho. Na foto, o mais antigo bar de Grenoble, La Table Ronde.

Pois então… é comercial. Mas não deixa de ser tradicional também. Apesar de admitir que não gostei das ultimas duas safras do Beaujolais Nouveau, defendo a festa porque é uma oportunidade de conhecer um pouquinho mais sobre a historia, a cultura, os costumes dessa gente daqui. E por causa da festa, descobri o meu proximo destino: a rota do vinho na região do Pays Beaujolais, incluindo as cidadezinhas (agora conhecidas!) de Villefranche sur Saône, Le Bois d’Oingt e Beaujeu. Até la!

 

 

ÁGUA, SIM… MAS COM MUITO ESTILO!

 


Evian by Jean Paul Gaultier

Evian by Jean Paul Gaultier

Há quem diga que a água é o novo vinho… será??? Seguindo a moda dos produtos personalizados, a EVIAN acaba de lançar garrafas de sua água estilizadas pelo famoso estilista Jean Paul Gaultier. Denominada EVIAN PRET-A-PORTER (chique, não?) este conceito já havia sido desenvolvido por Christian Lacroix em 2007. “É a celebração do essencial para nos lembrar que a água pura também é rara e preciosa!”

E mais… ainda neste projeto será lançada uma garrafa EVIAN HAUTE COUTURE que, conforme as “regras” da alta costura, terão tiragem limitada. Os raros exemplares irão percorrer o mundo e serão expostos individualmente em lugares selecionados, para depois serem leiloados em benefício da RAMSAR, uma organização que trabalha na preservação das zonas úmidas do planeta.

A pré-venda já está aberta no site com entrega prometida para Novembro de 2008. O preço por garrafa é de US$ 13,95.

Sobre Evian Natural Spring Water – foi lançada em 1826 e é a marca número 1 das águas na categoria premium. Ela demora 15 anos para ser filtrada através da areia glacial dos Alpes Suíços, que é rica em minerais. Atualmente EVIAN é marca do grupo DANONE, empresa lí­der na indústria de alimentos e número 1 no mundo em volume de águas embaladas e produtos de laticínio. A marca EVIAN é a preferida das celebridades de Hollywood e sempre está associada ao requinte e glamour.

 

 

 

 

 

Is Gordon Ramsay a bloody raving lunatic?

Got to admit, I had no idea who Gordon Ramsey is before coming to England. A celebrity chef/TV personality. Owner of a series of restaurants scattered across the globe. Proud recipient of the total of 12 Michelin stars (currently ranking as the third chef in the world).

My first encounter with him is a Channel 4 show Cookalong, where he intends to teach people how to cook “three delicious courses” over the course of the show. He has a celebrity along his side in the studio cooking at the same time. Also, he gets ordinary people to do the same, he monitors their progress via three video beams. Basically, he is running along, people are not able to keep up, their endeavors are not so successful, which is the source of humor and suspense. He is brilliant, they are idiots. English are famous for their lack of culinary culture, at the same channel, different day, Jamie Oliver is trying to get the whole of the town of Rotheram (north of England) to learn how to make spaghetti and meatballs in tomato sauce in his show Ministry of Food.  Something that your mama would make for you any day, but no it seems your UK mom would rather pick up a precooked meal in one of the supermarkets. Or send you to buy kebab and chips. Which is why all these attempts to get people to appreciate home cooking (which in many countries is a standard of quality, it seems here is not the case) are worth of praise.
But let’s take a look at how Gordon does it. He wants “your full commitment”, because “your kitchen needs you” and you should not “let him down”. When a man spills something, Gordon shouts “Useless!”. That’s the spirit! Insult them and teach them. I learn that he is known for his abrasive personality and use of swearing. In one series he goes around the country, orders food in local restaurants, then bursts in the kitchen to yell at people that they are clueless, that what they are doing is wrong. F#$%in idiots.

In a show that got him famous stateside Hell’s Kitchen, Gordon demands everyone to talk to him like in an army’s regiment “yes, chef”, “no chef”, while he spits in a soup he does not like, breaks plates and generally screams at people. This is supposed to be entertainment, but I am scarred not amused. Donald Trump says “You are fired” on The Apprentice only once, this man is doing that for the whole of 45 minutes. The reality TV should be brash, but still watchable. But what do I know, some people find monster trucks and wresting entertaining.

“But he is only after perfection on a plate” you are thinking. Ok, he is passionate. Always welcome in every profession. But, here is the deal – most of the people watching the show (me included) will never set the foot inside one of his three-Michelin star restaurants. We actually have no idea whether what he is doing is any good, as we are not actually tasting it. What gets him going on TV is his personality and reputation. The latter is supposedly good enough that we have to survive his vulgar outbursts. The attitude of high superiority mixed with temper tantrums does not make a good TV to be quite frank. Gordon Ramsey is one overpaid mental case. In short, he is neurotic. Or maybe it is just me, overacting like I am?

EL VERDADERO OBJETIVO DE UN CHEF.

            En estos días que la gastronomía de nuestro país pasa por un boom inexplicable me siento a contemplar el hermoso valle de Casablanca y me pregunto ¿por que existen tantas escuelas de gastronomía?, ¿por que egresan mas de 2000 alumnos por semestre (solo en santiago y la V región)?, ¿existe campo laboral para todos?. La verdad por mas que me cuestiono no encuentro la razón de ser.

 

En mi generación se estudiaba cocina, no gastronomía, alucinábamos con ser cocineros, no Chef, creo que el concepto esta bastante difuso en el tiempo y el espacio. No tengo claro cual es el horizonte de los nuevos cocineros de este país, ya no todos tienen la cocina como parte de un sentimiento, ahora si no hay sustanciosos sueldos de promedio no tenemos jóvenes interesados (asumo que también se debe a la alta inversión que realizan estos debido a los valores que pagan en sus escuelas).

 

En fin la verdad me preocupa, que los jóvenes quieran solo figurar y no cocinar, quieran ser parte las cámaras y las luces, más que de ollas y sartenes. Quieran egresar de sus escuelas y ser Chef, mas que cocineros. Creo que es bastante positivo de cuando en cuando sentarse, tranquilamente y preguntarse: Yo soy un cocinero; que quiero hacer en mi vida?, ¿para que estudie cocina? y ante estas preguntas existen millares de respuestas, cual será la nuestra?

 

Hace ya un tiempo me hice esa pregunta, y en contre por fin mi ansiada respuesta; Quiero ensañarle a las personas a comer;…….si aunque no lo crean esa es mi respuesta, bastante ambiciosa por decir lo menos.

 

Siempre he dicho y pensado  que es muy fácil cocinar con trufas, caviar, foie gras, etc. Se que también es muy fácil engañarse y sumergirse en las tendencias de moda como lo fue la cocina fusión, la nueva cocina chilena, la decontruccion o la poco clara cocina “ecléctica”.

 

Es por eso que también hago un ejercicio mental y pienso si yo estoy inserto en alguna de esas tendencias. La verdad creo que no. Aunque debo reconocer que siento alguna atracción y admiración por mas de una, creo que en este momento trato de rescatar lo mejor de lo mejor, la crem de la crem.

Por ejemplo, de la decontruccion mas que sus aires, gelatinas, espumas y crujientes, rescato la magia del constante estudio en busca de cosas nuevas (algunas muy rebuscadas, otras muy sorprendentes) y creo que es una excelente virtud para un cocinero el estar en una constante búsqueda de mejoras, ya que hay muchos que reposan después de un logro y se jactan de este por muchos años.

 

Los logros son temporales, y por eso insisto en ser terco, obstinado y nunca agotarse de buscar y buscar, para ser día a día mejor.

 

Por otra parte siento mucho respeto por la nueva cocina Chilena y sus reales precursores, gente que se dedico a estudiar y retomar nuestros orígenes. El por que me atraen; tan simple  porque se atrevieron, fueron osados y consiguieron que nuestros distinguidos comensales se sentaran en nuestras mesas a disfrutar de materias primas tan nobles como el cochayuyo, el ulte, las almejas, merken y digueñes, solo por nombrar algunos. Productos que nunca Martín Carrera  y muchos otros chef clásicos hubiesen puesto sobre el tapete.

 

 

En resumidas cuentas, trato de rescatar como les dije lo mejor, Todas las cosas nos aportan algo, cosas positivas y negativas, ahí esta en nosotros dejarnos lo bueno y desechar lo malo.

 

Es por eso que les hago esta invitacion, a sentarse en algún lugar de su entera satisfacción, donde puedan realmente respirar hondo, oxigenar su mente y cuestionar, cual es su objetivo, cual es su horizonte.

 

 

Y no solo le hago esta invitacion a las nuevas generaciones que llevaran las riendas de nuestra gastronomía en algunos años, si no que también a los que llevan años de circo, viajes y concursos en el cuerpo. Les recuerdo que todos, pero absolutamente todos estamos propensos a caer en algún momento.

 

Y por ultimo les recuerdo que la soberbia no conduce a ningún camino, y la humildad es una virtud que deberíamos tener todos los cocineros en nuestro corazón.