Rock and Food

Aqui está uma das coisas mais legais que já vi neste universo food and pop que adoro:

A banda One Ring Zero e seu The Recipe Project.

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Entrem no link acima porque vale muito a pena, é genial.

Tá tudo explicado lá. E achei graças à Cíntia Bertolino, que achou isto antes e publicou aqui no seu blog no Paladar.

E as músicas são ótimas!! Difícil deve ser ouvir na cozinha enquanto estiver preparando outra receita!

Have fun!

(O mais “”próximo”” que já vi foram as gêmeas de Minas Gerais cantando em clips para a TV, que você vê aqui no meu post Delícias Cantadas.)

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O novo jeito de pedir pizza…

O marketing aplicado às novas tecnologias de comunicação está evoluindo. Vejam só aqui a nova forma de pedir pizza pelo aplicativo da Pizza Hut para o iPhone, que está bombando nesta semana na web. Em 2 semanas de lançamento já foram 100 mil downloads, que vc pode fazer aqui prá ver como é (mas que só envia pedidos nos EUA).

Genial, não?

A arte argumenta a favor do fumar

Descobri o blog Miopia depois que recebi a visita de seu autor Guilherme aqui no digeat, agora há pouco, e gostei.

Eu já parei de fumar, porque sim, faz mal mesmo, e agora fico só nuns charutos e bem de vez em quando, mas lá no Miopia encontrei poesia e inteligência na defesa do ato de fumar. Tem argumentos bons para todos os lados, queiram ou não.

Vi pessoalmente como a proibição de fumar nos locais públicos fechados na Europa funciona bem, e que os bares e restaurantes não mais cheiram a porões úmidos e defumados, porém ficaram também muito mais chatos, e no verão estão vazios – todos a fumar do lado de fora.

Agora este video aqui abaixo, que achei neste blog, me fez pensar na gigantesca importância do cigarro no mundo das artes. Engrosso o coro dos artistas e grito: liberem o cigarro nos ambientes de arte, tal como legitimamente reclamam agora os artistas de teatro sobre a nova lei. E eu apoio os artistas incondicionalmente: na arte não há limítes da moral, se a morte é filosofia, o cigarro também é.

E se proibissem também o medo, a dor ou as angústias, quão belos e vitais são estes terríveis males?

Estreou o novo programa de tv “O Guia”, do Josimar Melo

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Imagem tirada do site do programa

Estreou agora há pouco no canal National Geographic o programa “O Guia”, que vai ao ar todo domingo às 20h, onde o jornalista Josimar Melo viaja por diferentes lugares para mostrar curiosidades e aspectos interessantes da gastronomia.

Neste primeiro episódio Josimar vai à Paris. Começa visitando o quartel general do Guia Michelin e entrevista rapidamente seu diretor geral Jean-Luc Naret.  Sai e segue andando pela cidade provando comida de rua, tenta um kebab, depois um crepe e depois um pão com chocolate. Sempre tudo muito rápido. Para fechar o primeiro bloco, e o dia, uma cena para mostrar o crítico tomando um triplo de Calvados em um bar da cidade.

No segundo bloco ele vai visitar a boulangerie de Arnaud Delmontel, que foi eleita a melhor boulangerie de Paris em 2007, servindo assim durante este ano o presidente Sarkozy no Palais de l’Elysée. Novamente tudo muito rápido, e a edição do programa usou o pouco tempo que tinha na boulangerie para mostrar como o Delmontel é um entusiasta das mulheres brasileiras.

De lá ele foi visitar o 3 estrelas L’Arpége, do chef Alain Passard. Aqui havia a possibilidade de conteúdo inédito na TV brasileira pois Passard conseguiu suas estrelas servindo somente vegetais. Josimar cita isto mas não dá tempo de se aprofundar mais do que mostrar que os vegetais vêm de uma horta particular. Novamente tudo é muito rápido e ele salta então para o mais estrelado chef do mundo, o Alain Ducasse no Plaza Athénée. Mostra bem como o chef é cercado de assessores e, quando o chef aparece, eles fazem uma entrevista também rápida sobre crítica gastronômica, com só uma pergunta. Entram então na cozinha e Ducasse se despede. O chef Christophe Moret, que é quem executa nas panelas, lhe serve um fantástico menu degustação dentro do aquário do chef, um local privilegiado onde se pode controlar a cozinha e o restaurante por monitores. Josimar fala um pouco dos pratos, o que foi interessante, e repete algumas vezes que o tartufo branco é de Alba. Depois, em um único frame de menos de 1 segundo, mostra o salão do restaurante. Eles não queriam mostrar o salão mas tinham que fazê-lo pois era o acordo com a casa. Mas o salão do restaurante do Alain Ducasse também é interessante, não é?

Ok, esta foi uma descrição muito em síntese do conteúdo do primeiro episódio do programa, pois é claro houveram outros detalhes.

Mas para mim pareceu que no primeiro programa brasileiro de gastronomia que se produz com padrão internacional, para exportação mesmo, a ‘empreitada’ do programa desperdiçou uma boa oportunidade. Explico: Josimar tem um enorme conhecimento de enogastronomia, mostrou uma tranqüila desenvoltura diante das câmeras, está à vontade e descontraído e sabe sem titubear sobre o que está falando, pois este é seu mundo e ele tem um grande domínio do assunto (oras, independente de gostos e estilos, ele não conquistou seu reconhecimento na crítica gastronômica no Brasil à toa, e nem no exterior). Além disso a edição do programa é dinâmica, moderna e tem a qualidade de ressaltar algumas imagens interessantes, bons enquadramentos, etc. Mas meia hora para todo o conteúdo que eles quiseram mostrar é muito pouco, deu a impressão que ficou tudo muito rápido e superficial.

Um programa de meia hora na TV não pode seguir a fragmentação de conteúdo que a web impôs ao mundo hoje, deve deixar isto com a grade de programação do canal. Ou seja, tudo bem e é tendência que a TV passe a ter vários programetes curtos, como sabiamente começou a fazer a MTV, mas ao se tratar de um único programa, e de meia hora, o conteúdo dele deve ser preciso, certeiro, em cheio, completo, inteiro. Tem, por força, que ser uma narrativa de começo, meio e fim, e não necessariamente nesta ordem.

É interessante mostrar comida de rua de Paris, como é interessante mostrar a boulangerie premiada, como o guia Michelin, como o L’Arpège, como o Ducasse, e também como o Calvados em um bar qualquer, mas é muita coisa interessante junta em tão pouco tempo, sem que se aproveite bem nenhuma delas. Entendo que esta pode ser a proposta do programa, mostrar um monte de coisa e tentar fazer disto um show de entretenimento e nada mais, mas talvez neste caso o programa deveria estar em outro canal, para outro público, pois acho que esta linha não casa muito bem com o próprio National Geographic. Tenho a impressão que o público do canal pago aproveitaria mais o conhecimento do Josimar se o programa focasse em um ponto e pudesse ir fundo nele, mantendo como máximo uma outra história paralela ou uma recorrência de detalhes ou de personalidades, à escolha. É que a gastronomia por si só já é algo suficientemente interessante para que possa ser um entretenimento completo, além do que os contatos do Josimar, seu grande entendimento do assunto, e a possibilidade de dispor de uma estrutura de produção de alto padrão, permitem desvelar curiosidades realmente interessantes sobre o objeto principal do programa, ao invés de passar batido por cima de tudo, sem aproveitar a chance com os importantes entrevistados ou cozinhas visitadas.

Sua inspiração de programa talvez fosse o “No Reservations” do Anthony Bourdain, que vai fundo em um só tema a cada episódio. E além da descontração do Bourdain (que o Josimar também tem) este é o motivo de seu sucesso: você assiste e sempre aprende alguma coisa. Outra inspiração poderia ser o brilhante Michael Palin e suas várias séries sobre viagens outstandings, exibidos por décadas pela BBC. E aqui também a cada episódio, adivinhem… você também sempre aprende algo sobre um tema central, mesmo com todas suas variantes.

De todos modos fica aqui a minha impressão e observação, que deixo para quem dirige o programa: aproveitem bem este cara que está guiando vocês pelas ruas gastronômicas por aí porque sei que ele conhece muito bem o que fala, e seria uma pena não perceber isto e perder esta oportunidade de levar um programa brasileiro de alta qualidade para todos. Entretenimento puro e simples tem de monte nos canais abertos por aí, e o que interessa neste caso é aprender um pouco sobre a diversidade na gastronomia.

Espero que eu esteja errado, e prometo revisar isto no próximo domingo, às 20h, pois esta foi somente a estréia e em geral as produções vão se afinando com o tempo. Assistam e comentem, vale muito a pena, e é uma excelente oportunidade para tentar uma opinião.

Dica rápida: + 1 app de receita para iPhone…

…mas ainda nenhum em português. Este foi desenvolvido pelo Epicurious, um site-blog muito interessante que eu sigo de vez em quando. Pode ser baixado de graça na iTunes Store. Dá prá criar receitas, pesquisar receitas, fazer lista de compras, etc etc, e prá seguir como cookbook na cozinha tb. Neste link diz tudo sobre ele. Mas… é em inglês.

appsepicurious