E você, já está fazendo sua parte?

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Campanhas de alimentação no Brasil

Ontem postei um vídeo sobre uma campanha na Inglaterra para a mudança de hábitos alimentares, a “Change 4 Life”. E aí fui procurar campanhas similares no Brasil. Aqui temos muita campanha para arrecadação e distribuição de alimentos mas temos muito pouco, ou acho que não temos (não achei quase nada, alguém indica?), para a mudança de hábitos, ou seja, para comer melhor.

Supondo que, se existe, o problema da fome no Brasil é relativo à desnutrição ou nutrição inadequada, e não à falta de alimentos, é preciso avaliar se realmente faz sentido a enorme quantidade de campanhas para arrecadação de alimentos diversos que existe por aí, do tipo “doe comida indiscriminadamente”, e ainda, se é que elas funcionam na sua distribuição. O fato é que existe um problema de alimentação saudável que está crescendo no Brasil, ou seja, além de uma má nutrição nos bolsões de pobreza, existe o surgimento da nutrição inadequada nas classes média e alta, geradas pelo crescimento industrializado e globalização econômica e cultural do país. É o mesmo fenômeno que ocorre nos países do norte, uma questão de educação alimentar.

Tudo bem que aqui se come arroz com feijão e o nível de penetração dos alimentos industrializados na população não chega aos pés do que ocorre na Inglaterra ou nos EUA, mas aqui problemas de saúde pública como a obesidade e a diabete já preocupam e consomem recursos públicos muito mais do que a “fome”. Além de checar dados do Ministério da Saúde sobre o assunto, basta dar uma volta pelas ruas e checar o povo andando por aí para comprovar isto.

Mas para combater este problema as campanhas de comunicação deveriam ser mais focadas na educação a uma alimentação saudável e não em “fomes zeros”. E o pior é que no Brasil quase não se vê campanhas de qualidade, ou seja, que possam realmente ter a esperança de funcionar. Na web tá cheio de vídeos amadores e na TV ou nos impressos só muito de vez em quando é que aparece algo, e mesmo assim muito pontual, por muito pouco tempo, limitado a uma região pequena, etc. Enfim, na minha opinião precisamos ter mais campanhas de educação alimentar, e não só big campanhas do Ministério e dos mkts sociais das corporações, mas também ações comunitárias e horizontais feitas por nós mesmo, principalmente aqui na web.

Vou pesquisar mais sobre este assunto e voltarei nele aqui com mais propriedade para outros comentários e idéias, mas por enquanto segue aqui abaixo dois vídeos, um de uma campanha do Banco de Alimentos, do tipo “doe dinheiro para a causa”, com o testemunho do Alex Atala; e outra do Ministério da Saúde pedindo para o povo comer mais arroz com feijão em uma tentativa de preservar o hábito alimentar básico e saudável que o brasileiro sempre teve (em face à alternativa hiper-industrializada) – este vídeo é bem simpático, vejam aqui:

 

Banco de Alimentos – campanha doe 9 reais:

 

Ministério – campanha em prol do feijão com arroz:

 

E para mais info sobre o assunto, aqui Alimentação e Nutrição no Ministério da Saúde, e aqui um ensaio sobre Insegurança Alimentar em uma publicação da UFG (Goiás).

Feliz mês novo!

FELIZ 2009! Ok, agora que estamos começando o ano e sempre temos a mesma idéia: neste ano vou melhorar meus hábitos de vida, mais exercícios físicos (ou talvez fazer alguns), comer melhor – menos porcaria e mais saudável, parar de fumar? (a maioria já parou), enfim, viver uma vida mais saudável. Mudar de vida.

Com este mote, “Change 4 Life” é mais uma campanha na Inglaterra que foi lançada neste mês, dê uma olhada abaixo: 

 

A questão é como fazer estas campanhas realmente funcionar. A gente começa agora com todo vapor, mas daqui a uns dias, ou semanas (os mais valentes), tudo começa a voltar ao padrão cotidiano do pão nosso. O difícil não está em tomar resoluções ou começar a praticá-las, o difícil está em mantê-las, está na sua manutenção. E estas campanhas poderiam talvez ajudar se elas não saíssem do ar nunca, se fossem variando de tema mas ficassem lá lembrando a gente o tempo todo. Mas em geral não dá prá se fazer isto. 

Por isto vamos ter que nos reinventar sozinhos, usar nosso potencial positivo, nossa boa vontade interna, aquele arzinho de “yes we can”, só que o tempo todo, ou pelo menos, a cada mês. 

Feliz mês novo!